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Lista de posts de julho 10th, 2012



O blog Tricotarde mostra o trabalho da francesa Alice Lemoine. Em seu site oficial, a artista diz: “Cada peça finalizada é uma surpresa para mim. Seja qual for o material, o contato direto com as mãos me inspira. (…) Muito além do conceito das estações, o tricô pode ser usado em qualquer época, refletindo uma elegância discreta e o conforto da matéria-prima 100% natural.” Veja mais detalhes.

Trabalho da francesa Alice Lemoine.

Foto: REPRODUÇÃO

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Pubicado em 10.07.2012 às 22:36

Na edição de julho da MANEQUIM, que traz a atriz Mayana Neiva na capa, a seção Sempre Bem-Vestida mostra um editorial com roupas inspiradas na marca do francês André Courrèges. O estilista, que propôs uma moda de vanguarda na década de 1960, criou roupas jovens e extremamente confortáveis para as mulheres – segunda pele para sobreposições e malha para peças práticas estavam entre suas criações.

Praticidade, inclusive, é uma das palavras-chave de seu estilo. Em janeiro de 1965, a revista exibiu uma reportagem o comparando a Pierre Cardin – que era do time dos vestidos, enquanto Courrèges defendia que a mulher tinha a liberdade, sim, de vestir calça comprida. A matéria ainda reunia a trajetória e algumas citações marcantes dos dois. “A mulher-flor, irreal, está morta. A de hoje é ativa, carnal e quotidiana (sic). O problema é a evolução da vida. Em 1920, as mulheres usavam espartilho e 25 anáguas. Os costumes mudaram tudo isso. A mulher trabalha, dirige, dança o surf. A calça comprida é uma necessidade para a mulher. No inverno, as mulheres sentem frio”, disse o designer, defendendo a ala feminina.

MANEQUIM cria um duelo de opiniões entre André Courrèges e Pierre Cardin

Nesse mesmo ano, o francês lançou uma coleção futurista branca, dando origem à Revolução Courrèges, com apostas imaginadas para o ano 2000. O corte estruturado e sem pences, que dava um aspecto andrógino à modelagem, foi tema da publicação 70 da MANEQUIM. “Foi Courrèges que começou tudo. Para ele a mulher de hoje é a mulher 2000. Fluente, dinâmica e… de calça comprida”, contava o texto.

Em julho do mesmo ano, a publicação 75 lançou uma matéria, intitulada Em Órbita A Mulher Cósmica, que falava sobre a mulher do ano 3000. Ele, como sempre, muito a frente de seu tempo. “(…) A mulher 3.000 renunciou ao charme tradicional. Prefere flutuar um charme cósmico. Veste mantôs secos, calças colantes, saias-carteiras, que escondem um short de guipure, fazendo jôgo (sic) com t-shirt. Em síntese, Courrèges é o nunca visto. Seu mundo branco, suas silhuetas quase de prata e de luz, fazem o futuro, agora.”

Reportagem mostra coleção do estilista que foca na mulher do ano 3000.

Não há como dissociar a imagem da minissaia ao francês. A peça foi popularizada pela estilista inglesa Mary Quant na década de 1960, mas foi ele que mostrou às mulheres que consumiam alta-costura um jeito novo de se vestir. Na matéria Míni-saia-combinação, a fórmula mais nova, também da década de 1960, a matéria dizia: “Míni-saia-combinação é a fórmula mais nova que Courrèges propõe para o inverno. De dia, a míni-saia-combinaçã é de lã compacta, sendo usada sôbre macacão colante sanfonado. De noite, a míni-saia-combinação é todinha “pailletée”, sendo usada sôbre blusa de jérsei de nylon, absolutamente transparente.

Revista ensina a usar a minissaia com combinação, tendência da época.

Para criar produções inspiradas no estilista, que inovou e marcou uma geração, a edição de julho da MANEQUIM (já nas bancas!) traz várias dicas. Não perca!

Por: LARISSA DRUMOND

Foto: REPRODUÇÃO

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Pubicado em 10.07.2012 às 14:42

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