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Lista de posts da categoria ‘Perfil’



A empresária e designer Cris Ribeiro acaba de lançar a Especiário, uma loja online que vende carteiras de crochê. Com sede em Natal, no Rio Grande do Norte, a ideia de Cris é disponibilizar as peças desenhadas por ela e executadas por um grupo de crocheteiras local para mulheres de todo Brasil. Vale lembrar que, como a técnica do crochê é muito difundida por lá, o resultado do trabalho é primoroso.

Os modelos de carteira (que custam de R$ 90 a R$ 150) são confeccionados com um fio especial 100% algodão desenvolvido por tecelãs da Paraíba. Além disso, a Especiário também tem um cunho social. É que as artesãs envolvidas na produção das carteiras trabalham de casa, no seu próprio ritmo e, assim, conseguem aumentar a renda da família sem deixar de cuidar dos filhos. Segundo Cris, algumas delas faziam trabalhos simples, mas que demandavam tempo, como barras de pano de prato, e vendiam esse produto por preços muito baixos. “Agora, com a Especiário, elas não só recebem mais como percebem o quanto seu produto é valorizado – o que ajuda a aumentar a auto-estima delas”, revela.

Todas as semanas, Cris se reúne com a equipe e discute novos pontos, produtos e ideias. Por enquanto, o objetivo principal é criar uma nova carteira por dia para que, a cada 15 dias, 15 novos modelos estejam disponíveis no site. Mas já existem outros planos para a Especiário: a partir do próximo mês, ecobags feitas à mão também serão vendidas através do espaço virtual. Ah! Isso sem falar em um grande sonho de Cris: ensinar pessoas com Síndrome de Down a crochetar. “O que eu quero é valorizar o nosso artesanato típico e também as pessoas que trabalham com ele”, conta.

Interessou? Então, dê uma olhada no site e faça a sua encomenda por e-mail ou telefone. O atendimento, mesmo à distância, é personalizado.

Imagens: Divulgação
Colaborou: Luciana Galastri

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Pubicado em 06.09.2011 às 15:03

A publicitária carioca Thalita Magalhães da Silva de Carvalho, 28 anos, é dona do Casa de Colorir, um blog sobre decoração criado no ano passado, que foge do lugar comum. É que o objetivo dos posts não é apenas dar ideias para deixar a sua casa mais bonita, mas sim provar que é possível dar toques bacanas e criativos a vários ambientes sem gastar muito e reaproveitando materiais que seriam descartados.

“Sempre me considerei uma pessoa muito criativa. Quando eu era pequena, pegava os panos de prato da minha mãe e fazia roupas lindas de boneca, juntava vidros e construía aquários”, conta ela que, ao perceber que sua vida se resumia a trabalhar e assistir TV, decidiu adotar suas habilidades manuais como um hobby. Para firmar um compromisso (com ela mesma e com o público), Thalita optou por criar um blog. Assim, poderia dividir suas experiências – do passo a passo ao resultado – com uma certa periodicidade e não voltar à antiga rotina. E não é que deu certo?

Hoje, os projetos de Thalita são fonte de inspiração para inúmeros internautas. Ela conta que recebe pelo menos 15 e-mails diários de leitores que querem agradecer por uma boa ideia ou mostrar seus próprios trabalhos e que, com isso, se sente realizada.

No Casa de Colorir, você encontra os mais diversos tutoriais – em fotos e vídeos. Desde como pintar um móvel antigo a como contornar o transtorno de uma mancha no tapete repaginando-o completamente. Tudo simples e funcional. Uma maneira de ver objetos que seriam considerados lixo com outros olhos. Para Thalita, uma questão de sustentabilidade e economia.

Quer conferir um dos projetos do blog? A Thalita concordou em dividir um post sobre uma mesa feita com fitas beta!

Sabe todas essas fitas abandonadas e sem uso que você tem em casa? Cole-as nos pontos de contato usando o esquema abaixo:

Depois que você tiver várias placas, cole-as uma em cima das outras, formando um espiral:

Cole também uma placa de compensado do tamanho das placas embaixo da mesa e fixe quatro rodinhas com parafusos.

Para finalizar, coloque uma placa de vidro sobre as fitas!

Veja também vídeos bem bacanas produzidos pela Thalita explicando seus projetos:

Imagens: Acervo Pessoal
Colaborou: Luciana Galastri

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Pubicado em 25.08.2011 às 12:30

Thiago de Souza cria acessórios únicos, muitas vezes por encomenda, inspirados no estilo de cada cliente. Ele tem apenas 15 anos e a ideia de fazer suas peças surgiu aos 9, quando resolveu dar um colar de presente para uma professora. Ele gostou tanto do resultado que passou a confeccionar mais peças e a vendê-las para as clientes do salão de sua mãe. Aos poucos, sua produção cresceu e, em 2008, Thiago realizou sua primeira exposição. O garoto é autodidata e, sozinho, projeta, monta e faz os acabamentos de seus acessórios. Hoje ele cria coleções completas, mas sem repetir nenhuma peça. Seus acessórios custam de R$78 a R$263. Serviço: Thiago de Souza Telefone: (11)8623-8575 E-mail: thiagopm.souza@hotmail.com

Imagem: Divulgação

Colaborou: Luciana Galastri

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Pubicado em 15.08.2011 às 16:00

Kristen Sutcliffe é dona do blog New House Project e da loja online de mesmo nome, na qual ela vende cerâmicas, peças bordadas e outros tipos de artesanato. O que chama a atenção em seu trabalho é a delicadeza com que ele é apresentado, delicadeza essa que ela busca levar para todas as áreas da sua vida.

O interesse de Kirsten por artesanato surgiu enquanto ela morava no Japão ensinando inglês, apesar de ela ter contato com o bordado desde a infância. Inspirada pelas livrarias da região, que eram recheadas de publicações sobre o assunto, ela decidiu aprender a costurar.

Sua vontade de aprender logo ultrapassou os livros e Kirsten começou a buscar dicas de artesanato na internet. Tendo contato com tantos blogs sobre o assunto, ela decidiu ter o seu próprio site e lá postar suas criações. “O blog é como um diário e eu o adoro. Não tenho uma boa memória, então é ótimo ter recordações das coisas que fiz e de momentos com a minha família”, explica.

Foi quando Kirsten, que havia ido sozinha para o Japão, voltou para sua cidade natal, Pittsburgh nos Estados Unidos, com seu marido, Junji (que é o responsável pela confecção de cerâmicas da loja), e com uma filha, Saya, que decidiu abrir a loja online. “No início era mais por diversão do que um negócio, mas agora estamos tentando levar a loja para frente. Nosso único problema é que temos muitas ideias e pouco tempo”, brinca.

Os conselhos de Kirsten para quem quer seguir seu caminho e abrir uma loja online para vender trabalhos manuais? “Você precisa dedicar tempo ao seu negócio, tirar boas fotos dos seus produtos, investir em mídias sociais e sempre ter novas ideias. Dá um trabalhão.”, afirma. “Trabalho até tarde quase todas as noites. Mas não me incomoda nem um pouco. Desde que eu faça algo que eu goste, fico realizada”.

Um dos projetos mais simples e mais bonitos que encontramos no New House Project é o dos cartões bordados a mão. E Kirsten concordou em explicar para nós como fazê-los. Confira o passo a passo:

- Corte um papel-cartão em forma retangular (o papel precisa ser firme, ou irá rasgar na hora em que você for bordá-lo), na medida que você quiser. Use a sua máquina de costura para fazer pequenos furos em linhas retas no papel. Isso fará com que seus pontos saiam perfeitos.

- Escolha fios coloridos e borde o papel, usando os furos feitos pela máquina. É possível fazer pontos retos ou em ziguezague, como no exemplo de Kirsten. Você pode variar as cores, os pontos e até aumentar o número de linhas – só não dá para esquecer de deixar um espaço em branco para que você escreva a sua mensagem.

Imagens: Acervo pessoal
Colaborou: Luciana Galastri

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Pubicado em 10.08.2011 às 19:50

Helen Rödel é uma estilista gaúcha que trabalha, principalmente, com técnicas manuais. No início deste ano, ela apresentou sua coleção no Dragão Fashion Week , onde seu trabalho chamou a atenção pela inovação nas formas e nas cores das peças.

Foi com sua mãe que ela aprendeu a crochetar e tricotar, quando tinha cerca de sete anos. Ela afirma que adorava sair para comprar linhas e agulhas e que cada novo projeto era uma aventura. “Era uma maneira de eu estar junto da minha mãe”, conta.

A paixão pelos trabalhos manuais, que apareceu na infância, evoluiu para a criação de uma marca, a Rödel LA, em 2007. Inicialmente, Helen trabalhava com malharias retilíneas, mas percebeu que o processo de fabricação desses tecidos comprometia suas ideias ousadas para as roupas. Com técnicas manuais ela poderia criar formas únicas, peças completamente diferentes, sem se preocupar com um modo de produção industrial.

“Não sei dizer de onde as ideias vem. Minha forma de criação é louca. A melhor maneira que encontrei para ter ideias é ficar no meu sofá, com uma almofada no rosto para ficar bem escuro, e imaginar que minha mente é uma sala vazia”, explica Helen. Assim, a estilista diz conseguir se lembrar de coisas que viu e ouviu durante seu dia-a-dia e que talvez não tivesse percebido na hora em que elas aconteciam. Juntando essas peças, ela cria suas roupas.

“Mas isso varia muito. Por exemplo, as ideias para a minha última coleção vinham apenas do ponto pipoca, a técnica em crochê que mais usei, e da cor dos fios”, conta. Outra inspiração para a última coleção de Helen foi a gravidez. A estilista recentemente se tornou mãe e afirma que todo o processo contribuiu para a forma como a coleção foi concluída.

Após Helen ter a ideia para uma peça, há uma reunião com as artesãs que trabalham com ela. Suas “crocheteiras” são seu braço direito, como Helen define. Um dos diferenciais do trabalho na Rödel LA é que, depois da discussão dos projetos com a estilista, as artesãs trabalham em casa, e não no estúdio. “O crochê para mim é isso. É você estar no seu próprio sofá enquanto confecciona uma peça, é um processo muito íntimo”, explica.

Se as crocheteiras são seu braço direito, Helen define seu marido, Guilherme Thofehrn, como sua metade. Ele a ajuda nos projetos da marca, além de fotografar as coleções. E foi Guilherme quem teve a ideia de fazer um documentário sobre o trabalho de sua mulher. Antes de conhecer Helen, ele não tinha ideia de como o mundo das artes manuais funcionava e percebeu que pessoas tão leigas quanto ele poderiam ter a mesma curiosidade.

Por três meses o trabalho na Rödel LA foi acompanhado por quatro videomakers. “Foi complicado porque é tudo muito íntimo e delicado. Mas o resultado ficou incrível e hoje somos amigos da equipe de vídeo”, conta Helen (confira o vídeo no fim do post).

O próximo objetivo da estilista é aumentar os números de sua produção. “Para mim, moda é mais do que arte. Quero que cada vez mais pessoas possam usar roupas minhas, ter essa experiência. Moda é isso”, conclui.

As dicas de Helen para quem quer seguir o mesmo caminho são simples: basta dar tempo para a marca, descobrir quem é o público que se quer atingir e investir na internet. “A internet é infinita, o lugar perfeito para quem não pode gastar muito com publicidade e divulgação. Através dela a minha marca tem o mesmo espaço que uma marca como a Coca-Cola”, brinca a estilista.

Imagens: Acervo Pessoal

Colaborou: Luciana Galastri

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Pubicado em 03.08.2011 às 16:35

Conversamos com Guaira Miranda, dona do Café Costura, um espaço que funciona como escola de costura livre, ponto de encontro e loja de roupas, em Ipanema, no Rio de Janeiro. Ela confecciona roupas desde pequena e dividiu com MANEQUIM um pouco de sua experiência sobre o assunto.

Ela criou o Café Costura em 2005 por causa de sua paixão pelas artes manuais, que começou quando ainda era criança, seguindo os passos da mãe e das avós. Guaira conta que, na época, não era tão fácil encontrar roupas prontas nas lojas e, por isso, elas faziam tudo em casa. Mas foi aos 14 anos que Guaira passou a costurar sozinha com a ajuda dos moldes e dicas da revista MANEQUIM. Hoje, como empresária, costureira e professora, ela fala sobre seu trabalho com muito amor.

O Café Costura funciona em um espaço que abriga seu ateliê, a loja na qual são vendidas as roupas que ela confecciona e também a sala principal, onde são ministradas as aulas de três horas de duração cada para turmas de até seis pessoas. “Meu curso é de costura livre. Isso quer dizer que as alunas escolhem as peças que querem fazer e as produzem com o tecido e o acabamento que quiserem”, conta. Outro diferencial é que as estudantes podem experimentar, na loja, as peças que querem reproduzir para, então, colocarem as mãos na massa – ou melhor, nos tecidos, moldes, linhas e agulhas.

A maior parte das frequentadoras do Café Costura é formada por mulheres bem-sucedidas, executivas, com filhos. Segundo Guaira, elas não vão até lá apenas para aprender, mas para relaxar, encontrar as amigas e conversar enquanto desenvolvem um senso de pertencimento – o “fazer junto”.

As aulas se aproximam de uma coisa que nossas mães e avós costumavam fazer: rodas de costura, ocasiões que não servem apenas para que as alunas aprendam a costurar e se preocupem em produzir peças perfeitas, mas relaxem, conversem e tenham a satisfação de concluir um trabalho manual em boa companhia.

E esse formato não atrai apenas adultos, que querem se afastar de suas preocupações diárias. Neste mês de julho, por causa das férias escolares, o Café Costura inovou e ofereceu um curso para crianças, ampliando um pouco seu fiel público, no qual a idade costuma variar entre 14 e 81 anos. O projeto infantil deu tão certo que já há planos para uma reedição. O motivo de tanto sucesso é simples: a moda está na moda e há muita criança interessada no assunto. Com o bom resultado, é certo que o interesse das pequenas alunas irá crescer e, talvez, quando forem mais velhas, elas possam criar suas próprias rodas de costura com as amigas.

Imagens: Acervo pessoal
Colaborou: Luciana Galastri

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Pubicado em 01.08.2011 às 13:07

Conheça o perfil de Cecília Chiarini de Oliveira, expert em dicas de empreendedorismo para quem faz negócios com artesanato.

Cecília Chiarini de Oliveira (à direita na foto), mais conhecida como Cissa, cresceu em uma família muito envolvida com o mundo das artes e sempre teve um grande interesse por trabalhos manuais. Aos 28 anos, a vontade de montar um negócio próprio aliada à habilidade de sua mãe, Helô (à esquerda), com tricô e crochê, resultaram no Ateliê Cupcake Hortelã, uma loja de crafts online, inaugurada em maio do ano passado.

Cissa, que é formada em Relações Públicas, ficou responsável pelo gerenciamento da loja, enquanto Helô confecciona as peças. “Sempre que eu andava pela rua com uma peça que minha mãe havia feito as pessoas perguntavam onde eu comprei”, lembra. “Mesmo assim era difícil encontrar alguém que quisesse comprá-las pelo valor que um produto feito à mão tem. Criamos nossa loja online porque na internet conseguimos encontrar um público que valoriza mais as peças”.

Para Cissa, outra vantagem em comercializar pela internet é o fato de o cliente poder encomendar um produto quase customizado. Afinal de contas, pode apontar sua preferência de cor, por exemplo, enquanto que em uma loja física, com pronta entrega, isso é muito mais difícil.

Com seu trabalho, Cissa conheceu os obstáculos que artesãos que gostariam de começar ou que estavam tendo problemas com seu negócio online encontram pelo caminho. “Quem não tem formação em marketing e resolve fazer uma pesquisa na internet sobre o assunto só encontra informações muito técnicas”, afirma. Então, ela se sentiu motivada a criar um novo site, o Assim, sim! – um guia de empreendedorismo para quem trabalha com a criatividade.

Desde janeiro desse ano, Cissa se dedica ao projeto, que já se tornou um case de sucesso. Os acessos iniciais foram muitos e, com o site, a equipe dele cresceu: hoje ela conta com mais quatro colaboradoras.  “As principais dúvidas de quem está começando são como calcular o preço de seus produtos e como divulgá-los”, explica.

Para quem quer se aventurar – e, claro, colher bons frutos -, o conselho de Cissa é se especializar em uma técnica ou produto específico e fazer dele a cara de sua marca. “Tentar abraçar o mundo é um risco muito grande no início”, afirma. Outra dica importante é investir em redes sociais, profissionalizando esses canais, que serão a forma mais direta de comunicação com os clientes. “Muitas pessoas usam suas redes pessoais, mas isso restringe o potencial de se atrair clientes que querem estar em contato com o conteúdo que a marca produz e não com o artesão em si”.

“Outra coisa muito importante é estudar, sempre. Não só as técnicas que envolvem seus produtos. Fotografia, por exemplo, é algo muito importante para quem vai vender algo pela internet. A imagem do produto precisa ser boa para atrair o cliente”, aconselha Cissa. Ela conta que, quando começou com o Cupcake Hortelã, teve de aprender até webdesign para construir um site mais bonito. “Nem sempre, no início do negócio, podemos nos dar ao luxo de pagar um profissional para fazer algo que não sabemos”.

Hoje, Cissa se diz realizada – tanto com sua loja online quanto com o Assim, sim!. Para ela, a melhor parte do seu trabalho é ver o quanto ajudou – e continua ajudando – outros artesãos. “Às vezes, recebo um e-mail de alguém que teve coragem de começar seu negócio após acessar o site, ou então de alguém que estava desistindo e conseguiu dar a volta por cima com nossas dicas. É muito emocionante”, relata.

Imagens: Acervo pessoal
Colaborou: Luciana Galastri

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Pubicado em 21.07.2011 às 12:48

 

Mariana Castro Carvalho, conhecida como Marie, tem 22 anos e é o nome à frente da Tchibi, marca independente que trabalha, principalmente, com tricô e crochê. Tchibi vem da palavra japonesa Chibi, que significa pessoa pequena. “Tenho muitos amigos de descendência japonesa que me chamavam de Chibi. E quando tive a ideia de criar uma marca independente, eles sugeriram que eu a chamasse por meu apelido”, explica.

Marie começou a desenvolver suas habilidades manuais quando ainda era uma criança. “Minhas duas avós faziam tricô e crochê, assim como minha mãe. Eu as via fazendo cachecóis no inverno e pedia para que elas me ensinassem os pontos básicos”, conta. A partir desses pontos ela resolveu aprimorar sua arte, buscando novas ideias na internet. “Meu maior aliado foi o Google. Eu já sabia o nome dos pontos que eu queria aprender. Era só jogar lá e eu caía em sites que os ensinavam”.

Aos 15 anos ela já fazia aulas de costura e desenho e, em 2009, apresentou uma coleção no Rio Moda Hype, evento que reúne novos talentos da moda e que acontece durante o Fashion Rio. Marie considera essa como a primeira aparição oficial da Tchibi. Este ano, desfilou no Dragão Fashion, em Fortaleza.

Suas criações são peculiares por não explorarem o lado vintage “com cara de vovó”, como a estilista define, dos trabalhos com fios. “Gosto de trazer meu universo para as minhas criações. E meu universo é o urbano. Acabo me inspirando nas roupas das pessoas, nas cores da cidade e em intervenções urbanas”.

Na próxima coleção da Tchibi esses elementos também estarão presentes. Marie já adianta que irá misturar as tramas dos fios com tinta, pintando trabalhos de tricô e de crochê. “Ser um designer independente garante essa liberdade de criação”, afirma.

 No entanto, segundo Marie, a questão comercial e a falta de uma estrutura maior podem dificultar o trabalho. “Nós trabalhamos no esquema de ateliê, com pouco material e poucas pessoas e, ao mesmo tempo, precisamos manter os preços competitivos”, declara a estilista que, hoje, trabalha em um pequeno espaço em Guarulhos, com uma equipe de três pessoas.

Para ela, toda divulgação é uma conquista. “Lembro da emoção que senti ao ver que a revista ELLE falou das minhas peças. Era só uma notinha, coisa que seria pequena para uma grande marca, mas que para mim fez toda a diferença”, diz Marie.

 “Apesar de parecer difícil, acho que não há nada que a persistência não possa superar”, afirma. “É o conselho que posso dar para quem pretende seguir o mesmo caminho. Outra dica é investir na internet. É como divulgo meu trabalho e vejo o que as pessoas acham das minhas peças. É o modo mais fácil de sair da minha salinha e ver o mundo”, relata.

Imagens: Acervo pessoal

Colaborou: Luciana Galastri

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Pubicado em 18.07.2011 às 20:01

Um homem que faz tricô? De acordo com Leonardo Ruivo, de 30 anos, essa é a primeira reação de quem visita o seu blog, o Achei o Ponto. “Aqui no Brasil conheço só um outro homem que tricota. No nosso país as artes manuais são uma área feminina. Já nos Estados Unidos, por exemplo, existem até grupos de tricoteiros”, conta.

A segunda reação dos visitantes do Achei o Ponto é o encantamento com os trabalhos expostos. Toalhas, blusas, meias, gorros, cachecóis feitos com capricho estampam as páginas do blog. Mas nem sempre foi assim. Alguns anos atrás, por lá, Leonardo postava um tipo diferente de artesanato: seus origamis. Os tricôs apareceram no site só em 2009.

A história de Leonardo com os fios e lãs começou há 10 anos, quando entrou na faculdade. Natural de Caxias do Sul, ele precisou se mudar quando passou a cursar Medicina Veterinária na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Por estar longe de casa, o tricoteiro conta que se sentia deprimido.

“Um dia visitei uma amiga minha e vi que a mãe dela, Dona Cacilda, estava tricotando. Decidi que iria aprender também e ela me ensinou os pontos básicos”, relembra. A partir desse dia, surgiu um vício. Leonardo passou a tricotar nas horas vagas e, preenchendo esse tempo com seus trabalhos manuais, a tristeza de estar longe de casa diminuiu. “É como dizem, mente vazia é a casa do diabo”, brinca.

A partir dos pontos básicos, Leonardo passou a tricotar peças mais elaboradas. “Como todo o tricô é uma variação dos mesmos pontos, ao frequentar sites e grupos na internet eu aprendi a fazer tramas mais complexas.”

Hoje, muitas vezes, é ele o professor. Tricoteiras de mão cheia o procuram para pedir dicas e conselhos e, através do blog, Leonardo conseguiu atingir muita gente. “É muito gratificante ter esse retorno, às vezes vindo de pessoas de idade. Esses dias uma senhora me ligou para agradecer pelo meu blog. Ela disse que nunca tinha comentado, mas sempre acessava. Acho que os contatos que eu fiz são minhas maiores recompensas.”

O desafio de Leonardo agora é manter a frequência das postagens. Para ele, seria ideal exibir pelo menos um trabalho novo no blog por mês. No entanto como, atualmente, ele estuda para concursos públicos, nem sempre é possível.

Para quem quer começar a tricotar, Leonardo dá um conselho simples: não desistir. “Lembro que, em meus primeiros tricôs, fazer a primeira carreira parecia uma corrida de um quilômetro. Depois, com o tempo, você aprende a se deliciar com cada ponto. É importante manter em mente que todos os tricoteiros começaram como você e, hoje, produzem trabalhos incríveis”, conclui.

Imagens: Acervo pessoal
Colaborou: Luciana Galastri

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Pubicado em 13.07.2011 às 16:07

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