A designer Nice de Cara, do ateliê Cara de Casa, em São Paulo, se inspirou na França na hora de criar sua nova coleção, Ambience Française, que conta com peças para cozinha, quarto, jardim e lavabo. As mantas, almofadas e jogos americanos são cheios de bordados, crochês e fitas, em tons neutros, como branco e bege.

Caradecasa
Rua Estados Unidos, 2026
Tel: (11) 3051.2319
Foto: Divulgação
No blog Sustentável com Estilo, Chiara Gadaleta mostra a renda labirinto, um tipo de bordado que se faz desfiando o tecido. O ateliê cearense Arte Ethos, uma das especialistas no Brasil, apresenta a coleção Horta no Oitavo Andar, em São Paulo, até o dia 29 de abril. Confira mais detalhes no blog.
Fonte: REPRODUÇÃO
O artesanato nacional começa a ganhar notoriedade, tanto no Brasil quanto no exterior. Quem conta histórias e mostra como a produção artesanal pode ganhar estatus de luxo e exclusividade é Chiara Gadaleta, em um vídeo em seu blog, o Ser Sustentável Com Estilo.
Foto: Reprodução
Fonte: MODASPOT
Acaba de ser lançado o livro Patchwork, a arte de unir retalhos que, além de ensinar 23 receitas – ilustradas e com moldes completos – de bolsas, porta-celulares, cestas de pão e outros objetos, também conta a história dessa arte manual que surgiu no Egito Antigo quando nômades uniam retalhos de pele usando fios de lã. O livro organizado por Marilia Salomão tem 144 páginas e está disponível na Livraria da Travessa e na Fnac por R$ 29,90*.
*Preço sugerido
Imagem: Divulgação
Colaborou: Luciana Galastri
Nossa blogueira associada, Chiara Gadaleta, visitou A Casa – museu do objeto brasileiro. O espaço, localizado em São Paulo, é dedicado ao design e artesanato brasileiro.
Confira todos os detalhes da visita aqui.
Foto: Reprodução
Criado para facilitar a vida de quem usa a técnica do patchwork, o Clube do Pano – blog que funciona como uma espécie de programa de fidelidade – é prova de que o movimento DIY (Do It yourself ou, em português, Faça você mesmo) vem ganhando cada vez mais força na internet.
Fundado em fevereiro de 2011, o Clube conta hoje com 200 participantes, entre artesãos e crafters de diversos estilos e de todo o país. Ao se associar, a pessoa passa a receber um kit diferente de tecidos para patchwork mensalmente em sua casa. O sócio tem ainda a oportunidade de compartilhar os seus trabalhos em uma rede exclusiva do Clube do Pano no Flickr além de participar de sorteios e descontos especiais no blog.
Para participar é simples: basta fazer a sua inscrição pelo site e pagar a mensalidade no valor de R$ 56. O Clube do Pano entrega em todo o Brasil. Saiba mais aqui.
Imagem: Divulgação
Colaborou: Luciana Galastri
A empresária e designer Cris Ribeiro acaba de lançar a Especiário, uma loja online que vende carteiras de crochê. Com sede em Natal, no Rio Grande do Norte, a ideia de Cris é disponibilizar as peças desenhadas por ela e executadas por um grupo de crocheteiras local para mulheres de todo Brasil. Vale lembrar que, como a técnica do crochê é muito difundida por lá, o resultado do trabalho é primoroso.
Os modelos de carteira (que custam de R$ 90 a R$ 150) são confeccionados com um fio especial 100% algodão desenvolvido por tecelãs da Paraíba. Além disso, a Especiário também tem um cunho social. É que as artesãs envolvidas na produção das carteiras trabalham de casa, no seu próprio ritmo e, assim, conseguem aumentar a renda da família sem deixar de cuidar dos filhos. Segundo Cris, algumas delas faziam trabalhos simples, mas que demandavam tempo, como barras de pano de prato, e vendiam esse produto por preços muito baixos. “Agora, com a Especiário, elas não só recebem mais como percebem o quanto seu produto é valorizado – o que ajuda a aumentar a auto-estima delas”, revela.
Todas as semanas, Cris se reúne com a equipe e discute novos pontos, produtos e ideias. Por enquanto, o objetivo principal é criar uma nova carteira por dia para que, a cada 15 dias, 15 novos modelos estejam disponíveis no site. Mas já existem outros planos para a Especiário: a partir do próximo mês, ecobags feitas à mão também serão vendidas através do espaço virtual. Ah! Isso sem falar em um grande sonho de Cris: ensinar pessoas com Síndrome de Down a crochetar. “O que eu quero é valorizar o nosso artesanato típico e também as pessoas que trabalham com ele”, conta.
Interessou? Então, dê uma olhada no site e faça a sua encomenda por e-mail ou telefone. O atendimento, mesmo à distância, é personalizado.
Imagens: Divulgação
Colaborou: Luciana Galastri
Bordados, crochês, rendas e tecelagem. Há 24 anos, o designer Renato Imbroisi se dedica ao universo têxtil e o resultado desse trabalho pode ser visto na exposição Desenho de Fribra, que acontece até o dia 18 de novembro na Casa – Museu do Objeto Brasileiro, em São Paulo.
A mostra traz 35 peças criadas pelo artista em parceria com os artesãos têxteis de comunidades carentes de todas as regiões do Brasil, destacando a identidade cultural de cada uma delas. Além de designer e tecelão, Imbroisi já atuou como consultor, diretor de projetos e parceiro de 140 projetos e muitos deles se transformaram em empresas, associações e cooperativas.
Serviço:
Data: Até 18 de novembro de 2011
Horário: segunda a sexta-feira, das 10h às 19h
Local: A Casa – Museu do Objeto Brasileiro
Endereço: Rua Cunha Gago, nº 807, Pinheiros – São Paulo/SP
Informações: (11) 3814-9711
Kristen Sutcliffe é dona do blog New House Project e da loja online de mesmo nome, na qual ela vende cerâmicas, peças bordadas e outros tipos de artesanato. O que chama a atenção em seu trabalho é a delicadeza com que ele é apresentado, delicadeza essa que ela busca levar para todas as áreas da sua vida.
O interesse de Kirsten por artesanato surgiu enquanto ela morava no Japão ensinando inglês, apesar de ela ter contato com o bordado desde a infância. Inspirada pelas livrarias da região, que eram recheadas de publicações sobre o assunto, ela decidiu aprender a costurar.
Sua vontade de aprender logo ultrapassou os livros e Kirsten começou a buscar dicas de artesanato na internet. Tendo contato com tantos blogs sobre o assunto, ela decidiu ter o seu próprio site e lá postar suas criações. “O blog é como um diário e eu o adoro. Não tenho uma boa memória, então é ótimo ter recordações das coisas que fiz e de momentos com a minha família”, explica.
Foi quando Kirsten, que havia ido sozinha para o Japão, voltou para sua cidade natal, Pittsburgh nos Estados Unidos, com seu marido, Junji (que é o responsável pela confecção de cerâmicas da loja), e com uma filha, Saya, que decidiu abrir a loja online. “No início era mais por diversão do que um negócio, mas agora estamos tentando levar a loja para frente. Nosso único problema é que temos muitas ideias e pouco tempo”, brinca.
Os conselhos de Kirsten para quem quer seguir seu caminho e abrir uma loja online para vender trabalhos manuais? “Você precisa dedicar tempo ao seu negócio, tirar boas fotos dos seus produtos, investir em mídias sociais e sempre ter novas ideias. Dá um trabalhão.”, afirma. “Trabalho até tarde quase todas as noites. Mas não me incomoda nem um pouco. Desde que eu faça algo que eu goste, fico realizada”.
Um dos projetos mais simples e mais bonitos que encontramos no New House Project é o dos cartões bordados a mão. E Kirsten concordou em explicar para nós como fazê-los. Confira o passo a passo:
- Corte um papel-cartão em forma retangular (o papel precisa ser firme, ou irá rasgar na hora em que você for bordá-lo), na medida que você quiser. Use a sua máquina de costura para fazer pequenos furos em linhas retas no papel. Isso fará com que seus pontos saiam perfeitos.
- Escolha fios coloridos e borde o papel, usando os furos feitos pela máquina. É possível fazer pontos retos ou em ziguezague, como no exemplo de Kirsten. Você pode variar as cores, os pontos e até aumentar o número de linhas – só não dá para esquecer de deixar um espaço em branco para que você escreva a sua mensagem.
Imagens: Acervo pessoal
Colaborou: Luciana Galastri
Conversamos com Guaira Miranda, dona do Café Costura, um espaço que funciona como escola de costura livre, ponto de encontro e loja de roupas, em Ipanema, no Rio de Janeiro. Ela confecciona roupas desde pequena e dividiu com MANEQUIM um pouco de sua experiência sobre o assunto.
Ela criou o Café Costura em 2005 por causa de sua paixão pelas artes manuais, que começou quando ainda era criança, seguindo os passos da mãe e das avós. Guaira conta que, na época, não era tão fácil encontrar roupas prontas nas lojas e, por isso, elas faziam tudo em casa. Mas foi aos 14 anos que Guaira passou a costurar sozinha com a ajuda dos moldes e dicas da revista MANEQUIM. Hoje, como empresária, costureira e professora, ela fala sobre seu trabalho com muito amor.
O Café Costura funciona em um espaço que abriga seu ateliê, a loja na qual são vendidas as roupas que ela confecciona e também a sala principal, onde são ministradas as aulas de três horas de duração cada para turmas de até seis pessoas. “Meu curso é de costura livre. Isso quer dizer que as alunas escolhem as peças que querem fazer e as produzem com o tecido e o acabamento que quiserem”, conta. Outro diferencial é que as estudantes podem experimentar, na loja, as peças que querem reproduzir para, então, colocarem as mãos na massa – ou melhor, nos tecidos, moldes, linhas e agulhas.
A maior parte das frequentadoras do Café Costura é formada por mulheres bem-sucedidas, executivas, com filhos. Segundo Guaira, elas não vão até lá apenas para aprender, mas para relaxar, encontrar as amigas e conversar enquanto desenvolvem um senso de pertencimento – o “fazer junto”.
As aulas se aproximam de uma coisa que nossas mães e avós costumavam fazer: rodas de costura, ocasiões que não servem apenas para que as alunas aprendam a costurar e se preocupem em produzir peças perfeitas, mas relaxem, conversem e tenham a satisfação de concluir um trabalho manual em boa companhia.
E esse formato não atrai apenas adultos, que querem se afastar de suas preocupações diárias. Neste mês de julho, por causa das férias escolares, o Café Costura inovou e ofereceu um curso para crianças, ampliando um pouco seu fiel público, no qual a idade costuma variar entre 14 e 81 anos. O projeto infantil deu tão certo que já há planos para uma reedição. O motivo de tanto sucesso é simples: a moda está na moda e há muita criança interessada no assunto. Com o bom resultado, é certo que o interesse das pequenas alunas irá crescer e, talvez, quando forem mais velhas, elas possam criar suas próprias rodas de costura com as amigas.
Imagens: Acervo pessoal
Colaborou: Luciana Galastri
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