ISTAMBUL – No mundo da beleza há experiências simplesmente inesquecíveis. O banho turco é uma delas. A parte o tratamento e os benefícios que ele proporciona, como eliminação de toxinas, células mortas, pele macia e um profundo relaxamento, o fato de ser um costume tão antigo faz a gente voltar no tempo. O Çemberberlitas Hamam, em Istambul, onde vivi a experiência, foi construído em 1514 pelo arquiteto Sinan, que também fez a mesquita, a universidade e o palácio que estão ao lado deste prédio.
Homens e mulheres são separados. Assim que você entra ganha uma caixinha com uma luva, uma calcinha preta e uma espécie de toalha que parece uma canga. É linda e um objeto típico do país. Pois bem, o primeiro passo é tirar a roupa, enrolar-se no tal adereço e seguir para a sala de banho, que é redonda e majestosa. Bem no meio dela está uma pedra de mármore aquecida, na qual você deve esticar a toalha, deitar-se e relaxar. Eu até consegui dormir, um pouco embriagada pela beleza do teto e sua luz difusa em meio aos vapores.
Em volta da pedra há pias de água e várias funcionárias que se revezam no trabalho, que começa com uma esfoliação feita com a tal luvinha. Coisa boa e deliciosa, não dói, mas arranca sujeira de verdade. Senti vergonha de ver a luva suja e meu braço cheio de resquícios. Olhei para o lado e vi que a holandesa de pele alva estava na mesma situação. Deixei de me sentir a mais suja do mundo. Depois disso, vem o banho de espuma. Imagine uma tina cheia de água, com um sabonete dentro e que tem um cheiro bom e muito particular, as meninas colocam uma espécie de fronha lá dentro, retiram e batem exatamente como a gente faz quando quer abrir um saquinho de supermercado e em seguida torcem aquilo sobre nós. Ai… eu nem encontro palavras expressar a delícia daquele esfrega esfrega suave, uma massagem pra lá de relaxante.
Com a cuia de cobre, elas enxáguam o corpo e depois te levam pela mão e a acomodam ao lado da pia, onde lavam o seu cabelo. Em seguida, um tempo em uma piscina fria. Pulei essa parte. Sou como gato e fuja de temperaturas muito baixas, especialmente da água. Entrei, sai e fui direto para a massagem com óleo.
Ahnnnn… aquela coisa boa que acabou com mais uma sessão sobre a pedra quente. Desta vez só para apreciar a beleza do lugar. No dia seguinte, a pele é uma seda. Não resisti e fui fazer outro banho. Não repeti mais a dose simplesmente porque fui embora.
Aqui, a toalha, a cuia, o sabonete e a luvinha
E, para entrar no clima, um pouco de música turca. O clipe é péssimo, mas a música boa
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ADRIANA MARMO é jornalista e especialista em beleza. Neste blog, conta novidades, dá dicas e explora esse universo mágico dos comésticos e afins.
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