Um Carnaval chuvoso, frio e com direito a muita gripe. Parece ruim, né? Pois não foi, não. Primeiro porque eu adoro dias nublados, depois porque meus amigos são o máximo e trataram de me fazer companhia. Depois de algumas entradinhas, servi uma sopinha de cenoura com gengibre. Tive essa ideia porque senti que meu corpo precisava repor bem as energias. E o gengibre é um expectorante e tanto, né?
Pois bem. Coloquei 4 cenouras (mas foi um erro, deveria ter usado pelo menos 6), 2 cebolas, 4 dentes de alho, 1 pedaço razoável de gengibre e salsinha numa panela de pressão. Reguei com azeite, temperei com pimenta-do-reino e sal, cobri tudo com água e deixei cozinhar por meia hora na pressão. Depois, bati a sopa no liquidificador com metade do caldo e servi!
Costumo dividir tudo quanto é receita por aqui. Não sou do tipo que “amarra” informações sobre os pratos que faço ou que experimento por aí. Mas essa sopa é de autoria da minha mãe e ela me proibiu de ensiná-la a quem quer que seja.
Os motivos são vários, mas não vou escrever sobre eles aqui, ok? Fato é que o preparo dessa sopa maravilhosa de cogumelos é quase um ritual para a mamãe – e para mim também. Os cogumelos (seis tipos diferentes) são encomendados a um fornecedor de primeira. A lavagem deles, o cozimento, e o jeito de mexer tudo dentro da panela influenciam muito o resultado final. Dá um trabalho danado. Mas compensa. Quem já provou – e olha que não são poucas pessoas – sabe que o sabor é algo muito especial.
E, não, eu não vim aqui só para ficar matando todo mundo de vontade de provar essa maravilha. Vim porque ontem o calor deu uma trégua e o clima ameno da noite me convidou a descongelar um pouco dessa sopa (eu sempre tenho alguns potinhos no congelador) para o jantar. Bastou eu começar a esquentá-la na panela para que o perfume dos cogumelos bem temperados me transportassem para um outro tempo, um outro lugar.
Me lembrei da enorme caçarola no fogão da antiga varanda da casa dos meus pais. Das borbulhas na panela e da tarefa que cabia a mim e a uma grande amiga que já se foi: esperar a sopa esfriar para dispor porções de 500 ml ou de 1 L nos potes que a mamãe deixava sobre a mesa. Como recompensa, ganhávamos um prato bem generoso dessa sopa. A gente se divertia muito por ali enquanto esperava o grande momento da noite: provar e aprovar.
Saudades. Foi isso o que eu senti. Da amiga tão querida, dos meus pais, dos meus 16 aninhos de idade. Me lembrei também dos meus aniversários regados a muita sopa. Esse prato é realmente especial. Me emociona muito. Me abraça. E me faz lembrar o quanto comida, família, história, memórias e amor andam juntos. Ainda bem!
Sim, estou passando por uns momentos “cogumelísticos”. Isso porque comprei duas bandejinhas de um shiitake maravilhoso para passar o final de semana. Como a noite de segunda foi das mais frias (12º C não é brincadeira), decidi inventar uma sopinha especial.
No azeite, refoguei uma cebola com um pouco de alho, sal, folhas de louro e gotinhas de molho de pimenta. Quando os pedaços das cebolas estavam quase transparentes, num copo, completei ¼ de sua capacidade com fubá e o restante de água. Misturei e joguei o caldo na panela. Mexi bastante, acrescentei mais três copos de água e mexi mais. Acrescentei uns seis shiitakes grandes e crus. Continuei mexendo.
Me atrapalhei um pouco com as postagens desta semana. A redação está “on fire” e eu não tenho me alimentado tão bem quanto gostaria. Acho que conseguirei por a vida em ordem no feriadão que vem aí. Pelo menos, é o que mais espero.
Hoje, ao compartilhar meu desespero com a minha querida mãe, ganhei um afago à distância. Ela, para aliviar um pouco a minha correria no trabalho, preparou e fotografou uma deliciosa sopa de ervilhas. (Uma sopa que ela acabou de inventar e que, segundo os relatos via Google Talk, ficou uma maravilha!) Pena eu não poder prová-la agora… Fiquei com água na boca. A receita me parece ser bem boa. Espero que você também goste!
Ingredientes
- 1 pacote de ervilhas secas (500 g)
- 1 colher de sopa de azeite
- 4 fatias de bacon picadinho
- 1 colher de sopa de alho picadinho
- 1 cebola picadinha
- 2 cubos de caldo Knorr de galinha
- 1/2 lata de tomates pelados
- 1 colher de chá de sal com alho
- água o quanto baste
- sal e pimenta do reino branca a gosto
Eu havia comprado um punhado de couves já cortadas e precisava inventar alguma receitinha para que elas não estragassem. A noite estava fria, pedia um belo caldo quente para aquecer e confortar. Foi aí que tomei a melhor decisão do último sábado: preparar uma sopa com bastante couve.
No azeite, refoguei uma cebola e bastante couve. Cobri as verdinhas com água fervente. Temperei com alho, pimenta-do-reino, um pouquinho de molho de pimenta e meio pacote de sopa de cebola. Deixei a mistura ferver bastante. Acrescentei uma colher de sopa de requeijão cremoso. Mexi um pouco, acrescentei água, deixei que fervesse mais. Daí, servi em canecas grandonas para a turma que estava reunida na casa da Mari para uma sessão de cinema em casa. A receita foi provada e aprovada.
Bruna Bauer é editora dos sites de ELLE, ESTILO, MANEQUIM e MODASPOT e cozinha desde criança. Aqui, divide, diariamente, suas descobertas, dicas, receitas e inspirações gastronômicas.
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