
Foram usados tecidos como tencel, que é uma fibra natural, algodão, tule de seda e musseline, que deu um efeito vintage às peças. Além dos tecidos, muito tricô, couro suíno e pele falsa e de coelho, certificada pelo IBAMA.

As modelagens da Colcci foram quase que em sua maioria, amplas com muitas saias godê, longas e curtas, e maxi casacos. Tudo para mostrar a tendência de um inverno super confortável.

“Feito de tricô manual, este maxi cachecol pode também ser usado como manta ou mesmo como xale“ ensina Jessica Lengyel, diretora criativa da marca.

A Colcci investiu em vestidos e saias super compridos e super curtos. Detalhes como babados em camadas, em tule de seda trouxeram um ar romântico à coleção.

O couro suíno se transformou em jaquetas
e passou por um tratamento especial
para ficar com efeito de spray.

As cores da Colcci começam com um rosa envelhecido, depois o cinza com nuances de grafite, verde e mesclas de azul. A estampa xadrez também marcou presença na passarela.

Tachas, correntes, rebites e botões, tudo de metal foram os aviamentos da vez na passarela da grife catarinense Colcci.

A grande aposta da marca de jeanswear para o inverno 2010 foi o tricô. Ele aparece nas versões feito à mão e à maquina, e em algumas peças se mistura com o jeans. O poncho em tons de rosa foi tramado com três fios de tonalidades diferentes para ter um efeito mesclado.

O tricô feito a máquina foi trabalhada de uma maneira que forma uma espécie de estampa na trama. Esta técnica é chamada de intarcia e foi utilizada em vestidos e blusões de lã. O tricô assim como quase todas as peças da coleção passaram por um processo de lavagem para que as roupas ficassem com aspecto de desgaste, desbotadas pelo sol.

Uma pelúcia sintética também foi utilizada para confeccionar maxi casacos e um bolero com um capuz enorme que lembrava os famosos casacos casulo.

Para mostrar que o tecido de lã não serve apenas para a alfaiataria a Colcci propôs roupas com modelagens esportivas, ganchos mais baixos e rebites como aviamento.

O plástico foi transformado em capas para evidenciar ainda mais a inspiração da coleção - os viajantes urbanos e pioneiros desbravadores que precisavam se proteger do mal tempo.

Nos acessórios, chapéus de feltro no modelo fedora, com abas molengas, foram confeccionados na cor cinza. Nos pés, botas de caminhada desbotadas. E muitas aplicações de metal, em bolsas e adereços de cabeça.
![]() | Colcci A diretora de criação da grife, Jessica Lengyel, trabalha no mundo fashion há mais de 20 anos e iniciou sua carreira como assistente de estilo de Reinaldo Lourenço e Gloria Coelho. Formou-se em Moda pela FAAP e fez vários cursos em Londres, onde morou por 12 anos. Em 1993 integrou a equipe de estilo da Carmim e virou diretora criativa da marca até 2004. Mora atualmente em Brusque, SC. |
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