A emoção de ter ganho o primeiro sutiã da avó, aos 11 anos, Thais nunca esquece. E foi isso que despertou nela a vontade de ser estilista de lingerie. “Quando vi aquela peça lisa e sem graça decidi que iria fazer modelos fofos e divertidos, que saíssem da mesmice”, explica. Em 1996, durante o curso de moda na faculdade Anhembi-Morumbi, Thais ganhou do namorado uma máquina de costura e começou a pôr seus planos em prática. “Com R$ 200 no bolso, fui à rua 25 de Março, em São Paulo, garimpar tecidos e aviamentos”, diz. Tule, renda e reguladores de tons vivos foram usados para fazer calcinhas e sutiãs. “Vendi as primeiras peças para as colegas de classe”, conta.
Com o aumento dos pedidos, ela montou uma loja própria, em 1998, e terceirizou a produção. “Mas o acabamento não tinha a qualidade que eu queria, então abri uma fábrica e contratei costureiras es pecia lizadas”, diz ela, que hoje tem 80 funcionários. O sucesso de vendas fez com que Thais passasse a produzir baby-dolls, camisolas e tops funcionais, muitas vezes criados por necessidade própria. Foi assim na gravidez de seu filho, em 2006, quando lançou a linha Super Mammy, com estampas de cegonha e sutiãs para amamentação. “Mais do que dar segurança, a lingerie tem o poder de levantar a estima da mulher. Elas são terapêuticas”, brinca.
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