A delicadeza dos tecidos fluidos e das formas amplas
A grife mineira se inspirou nas fotografias em preto e branco do fotógrafo Pierre Verger para montar uma coleção composta de looks monocromáticos com peças soltas, sobreposições e tecidos fluidos. Cenas do filme Casa de Areia, de Andrucha Waddington, também serviram de referência para recriar o estilo de uma mulher elegante e discretamente sensual. 
Fluidez e praticidade poderiam resumir as modelagens empregadas no primeiro momento do desfile. São calças pantalonas, vestidos longos e blazers acinturados com pala estreita. Já os looks para a noite, em tons escuros, trazem bordados, assimetrias e formas orgânicas, mas sem deixar de lado a silhueta solta.
A maioria das peças foi confeccionada em fibras naturais como algodão, linho e seda. Detalhes feitos em rendas enriqueceram a coleção. A transição das cores se deu do branco para o off-white e do cinza ao preto, sempre em composições monocromáticas. 
O contraponto aos tecidos leves se deu pelas amarrações de cadarços e elásticos, que acinturavam as peças. Tecidos paetizados foram usados em vestidos inteiros, enquanto os bordados com paetês pequenos pontuaram os looks.
Fotos: Carlos Bessa (stills) | Desenho técnico Roberto Marques
![]() | Graça Ottoni Formada em Administração de Empresas, a mineira Graça Ottoni atuou na área de coordenação de estatísticas por cinco anos. Em 1980, trocou o mundo dos cálculos pela atmosfera criativa da moda e começou a fazer roupas artesanais, bem no estilo hippie chique. Hoje, sua grife produz 20 mil peças por ano e é reconhecida por seus tecidos finos, cores vivas, trabalhos de bordados e aplicações. |