
O estilista apostou nos acabamentos rústicos e teve a madeira como vedete. Dessa matéria-prima são feitos os botões que fecham saias e casacos, as tachas triangulares que enfeitam ombros e mangas ombros e até mesmo os paetês gigantes que foram bordados em casaquetos, vestidos e saias.

Os tecidos usados por Melk Z-Da vão da rígida tela de algodão, com a qual criou peças estruturadas como casacos e vestidos, à suavidade da seda, que graças aos efeitos de modelagem como pregas e drapeados, foi transformada em vestidos que lembravam os desenho dos veios da madeira. A organza também teve espaço. O estilista aproveitou a sua leveza para criar peças com textura e volume.

Melk Z-Da aproveitou o zíper de maneira interessante. Além de ser usado para fechar o vestido balonê, serviu de fino acabamento para a barra do short e do decote do tomara-que-caia. Boa idéia.

O volume exagerado e localizado foi outra marca desta coleção. Ele apareceu na região dos quadris em saias de construção elaborada, na cintura em vestidos que têm aplicação de babado e também em versão suave. O tecido maleável diminuiu as proporções da sobreposição do look da bermuda.
![]() | Melk Z-Da O pernambucano de nome exótico Melk Z-Da é conhecido por suas criações originais. Formado em Artes Plásticas, ele cresceu cercado por agulhas e tecidos, pois sua mãe era uma bem-sucedida costureira. Melk encara as roupas como verdadeiras esculturas e sempre investe em modelagens elaboradíssimas, com muitos recortes, apliques e texturas. |
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